Será que exportar energia fotovoltaica fica mais difícil sem incentivos fiscais? O verdadeiro teste está apenas começando.
Ultimamente, muitos no setor têm discutido um assunto: o cancelamento dos incentivos fiscais para exportação de energia fotovoltaica a partir de 1º de abril de 2026. Embora alguns estejam preocupados com o aumento dos custos e a concorrência mais acirrada, a realidade é que a retirada dos incentivos era inevitável. A verdadeira questão agora não é o que fazer sem os incentivos, mas como sobreviver sem eles.

1. Com descontos, todos poderiam ir para o exterior; sem eles, apenas os mais fortes sobrevivem.
Nos anos anteriores, entrar no mercado fotovoltaico internacional não era particularmente difícil se você tivesse produtos com preços competitivos e alguma margem para incentivos fiscais. No entanto, muitos projetos eram pouco viáveis, com margens apertadas e configurações de sistema mínimas. Os incentivos fiscais serviam como uma proteção, mascarando problemas subjacentes. Agora, com o fim dos incentivos, esses problemas estão se tornando evidentes.
2. Mudanças nas políticas revelam a verdadeira força corporativa
Após os ajustes nos descontos, as empresas perceberão que orçamentos antes aceitáveis agora são recebidos com hesitação pelos clientes. Os clientes agora fazem perguntas mais detalhadas sobre a estabilidade do sistema, opções de armazenamento de energia, redução de custos e suporte pós-venda. Essas perguntas não podem ser respondidas apenas com preços baixos. O verdadeiro teste não é quem oferece o menor preço, mas sim quais produtos são confiáveis, quais soluções são maduras e quem consegue manter os projetos a longo prazo.
3. A transição da venda de produtos para a venda de sistemas é inevitável.
Se analisarmos as etapas de desenvolvimento da indústria fotovoltaica, tudo ficará claro:
- Estágio inicial: Venda de componentes, onde preços mais baixos representavam uma vantagem.
- Estágio intermediário: A combinação de energia fotovoltaica e armazenamento de energia tornou-se padrão.
- Tendências atuais e futuras: foco em sistemas, cenários e soluções abrangentes.
Atualmente, os clientes estrangeiros buscam um fornecimento de energia estável, redução do consumo de diesel e operação a longo prazo em ambientes de rede complexos. É por isso que “Fotovoltaica + Armazenamento de Energia”, “Microrredes” e “Gestão de Energia” se tornaram termos muito populares. O setor está, de fato, se modernizando, indo além dos meros impactos das políticas públicas.
4. Por que ainda encaramos com otimismo as exportações de energia fotovoltaica e armazenamento de energia?
Do nosso ponto de vista, focamos em três questões principais:
- Essa solução consegue atender às reais necessidades de eletricidade dos clientes?
- Este sistema pode operar de forma confiável por 5 a 10 anos?
- Este modelo pode ser replicado em diferentes países?
Desde que essas questões sejam respondidas afirmativamente, a presença ou ausência de descontos é meramente uma variável de curto prazo. Mais importante ainda, em muitas regiões, energia estável e controlável é uma necessidade básica, e a energia fotovoltaica combinada com armazenamento de energia continua sendo uma solução altamente rentável.
Conclusão
O ajuste nos descontos pode parecer um choque de custos, mas, a longo prazo, serve como uma avaliação da saúde do setor. Empresas com fundamentos sólidos continuarão a crescer, aquelas que precisam de ajustes encontrarão maneiras de melhorar e as que dependem de subsídios serão naturalmente eliminadas. Para o setor, isso não é necessariamente negativo. O que realmente determina a longevidade de uma empresa é se ela vende com base no preço ou se cria valor.